David Leitão [2019223148]
Rodrigo Machado [2019218299]
Rui Costa [2019224237]
# Notebook setup
from PIL import Image
import numpy as np
import matplotlib.pyplot as plt
from report import *
%matplotlib inline
%config InlineBackend.figure_format = 'svg'
plt.rcParams['figure.figsize'] = [5, 5]
barn = np.array(Image.open("imagens/barn_mountains.bmp"))
peppers = np.array(Image.open("imagens/peppers.bmp"))
logo = np.array(Image.open("imagens/logo.bmp"))
path = "ex1/barn_mountains"
tmp = np.array(Image.open(f"{path}/high.jpg"))
plt.title("barn_mountains - High (qf=75)")
viewImage(tmp)
Quando vista sem qualquer nível de ampliação, não existem grandes alterações visíveis. No entanto, podemos observar alguns artefactos nos contornos das figuras nas imagens.
tmp = np.array(Image.open(f"{path}/medium.jpg"))
plt.title("barn_mountains - Medium (qf=50)")
viewImage(tmp)
Já são observáveis vários artefactos, maioritariamente nos contornos. Podemos observar também nas sombras do celeiro e na base da montanha. Com alguma ampliação, podemos observar a divisão em píxeis.
tmp = np.array(Image.open(f"{path}/low.jpg"))
plt.title("barn_mountains - Low (qf=25)")
viewImage(tmp)
Observam-se artefactos por toda a imagem. Podemos ver também no céu uma divisão clara em píxeis, que se torna ainda mais visível quanto mais se amplie a imagem.
path = "ex1/peppers"
tmp = np.array(Image.open(f"{path}/high.jpg"))
plt.title("peppers - High (qf=75)")
viewImage(tmp)
A imagem apresenta uma espécie de efeito granular e um brilho menos intenso. Podemos observar com bastante ampliação alguns artefactos nas cortinas.
tmp = np.array(Image.open(f"{path}/medium.jpg"))
plt.title("peppers - Medium (qf=50)")
viewImage(tmp)
Já podemos observar na cortina uma maior quantidade de artefactos, tal como nos contornos das várias figuras. À semelhança da primeira imagem, com alguma ampliação já podemos observar uma divisão em píxeis nas cortinas.
tmp = np.array(Image.open(f"{path}/low.jpg"))
plt.title("peppers - Low (qf=25)")
viewImage(tmp)
A imagem inteira apresenta artefactos visíveis por toda a imagem, especialmente por toda a cortina. A divisão em píxeis torna-se bastante evidente nos objetos vermelhos e nas zonas com reflexos de luz.
path = "ex1/logo"
tmp = np.array(Image.open(f"{path}/high.jpg"))
plt.title("logo - High (qf=75)")
viewImage(tmp)
A imagem inteira apresenta artefactos visíveis por toda a imagem, especialmente por toda a cortina. A divisão em píxeis torna-se bastante evidente nos objetos vermelhos e nas zonas com reflexos de luz.
tmp = np.array(Image.open(f"{path}/medium.jpg"))
plt.title("logo - Medium (qf=50)")
viewImage(tmp)
Na parte vermelha do logo podemos observar artefactos na circunferência sem qualquer ampliação, tal como no fundo branco junto dos contornos. Aplicando alguma ampliação já conseguimos ver o mesmo no contorno da parte azul e podemos verificar também divisões em píxeis nas zonas de mudança de cor.
tmp = np.array(Image.open(f"{path}/low.jpg"))
plt.title("logo - Low (qf=25)")
viewImage(tmp)
Observam-se artefactos na parte colorida e no fundo branco, continuando a ser mais visível nos contornos do que no preenchimento. A pixelização nas zonas de mudança de cor torna se ainda mais percetível com uma menor ampliação do que na qualidade média. Podemos ainda observar alguma pixelização na zona de preênchimento da parte vermelha.
# Matplotlib figure sizing
plt.rcParams['figure.figsize'] = [9, 9]
O modelo RBG é um modelo de cor que, com o conhecimento limitado na altura da sua conceção, tenta simular os cones presentes no olho humano, representando as imagens com 3 canais: Vermelho, Verde, e Vermelho.
No entanto, como todos os canais contêm informação de luminância e cor, o modelo RGB apresenta uma elevada redundância no sinal.
O modelo de cor YCbCr extrai a luminância dos 3 canais de RGB para um único canal, $Y$, e toma em conta a sensibilidade do olho humano ao fazê-lo. Como o olho é mais sensível ao verde e vermelho, esta componente usa menos informação do canal azul. $$Y = 0.3R + 0.6G + 0.1B$$
O canal $Y$ é uma representação acromática da imagem original. Este canal não é comprimido pelo codec de JPEG, pois o olho humano é sensível à informação contida na porção acromática da imagem, como se pode verificar aqui.
Os restantes canais, $Cb$ e $Cr$, são canais de crominância, que representam as diferenças dos canais azul e vermelho da luminância, respetivamente. Como o olho humano é menos sensível a estas componentes, podemos reduzir o número de amostras - downsampling - sem alterar a perceção da imagem reconstruída de forma significativa.
colormodels(barn)
Como apresentado acima, os canais de crominância podem ser resampled com menor detalhe, pois a uma distância de visualização normal, não existem perdas percetíveis de qualidade.
O codec JPEG permite rácios típicos de subsampling de 4:4:4 (sem subsampling), 4:2:2 , e 4:2:0. O rácio 4:2:2 reduz a resolução horizontal em ambos os canais Cb e Cr para metade, enquanto que o rácio 4:2:0 reduz a resolução horizontal e vertical para metade. Intuitivamente, podemos concluir que 4:2:0 resulta numa maior taxa de compressão ao custo de uma maior destrutividade, relativamente ao rácio 4:2:2.
De facto, as taxas de compressões relativas ao rácio 4:4:4 são:
subsampling(barn, ratio=(4,2,2))
subsampling(barn, ratio=(4,2,0))
A Transformada de Cosseno Discreta é uma transformada para um sinal de entrada discreto para uma soma de cossenos, guardando os coeeficientes das frequências resultantes. Esta transformada é usada pela potencialidade de representação das frequências espaciais mais altas com menos bits - quantização - pois o olho humano é menos sensível a variações nestes componentes da transformada.
As transformadas dos canais inteiros apresentam coeficientes AC não negligenciáveis, isto porque existem transições inevitáveis quando o escopo da transformada abrange o canal inteiro. A compressão da DCT iria levar a perdas significativas da imagem original. Podemos restringir o escopo das transformadas para blocos mais pequenos, de modo a captar zonas da imagem mais suaves, nas quais os coeficientes AC sejam diminutos, e por conseguinte, mais dispensáveis.
DCT(barn, ratio=(4,2,0))
Ao aplicar a transformada em blocos de 8x8, a probabilidade de apanhar transições abruptas de píxeis é reduzida drasticamente, pelo que o potencial de compressão da imagem aumenta. Isto porque, numa imagem suave, a DCT apresenta maior energia nas frequências baixas, o que faz com que a maioria da informação esteja contida num número reduzido de píxeis.
DCT(barn, ratio=(4,2,0), block=8)
Aplicando a DCT em blocos de 64x64 consegue-se um melhor resultado do que num canal inteiro, mas resultaria num pior potencial de compressão do que blocos de 8x8 pois a probabilidade da existência de transições menos suaves em cada bloco aumenta, o que levaria a um maior número de frequências elevadas não negligenciáveis na recuperação da imagem original com relativa qualidade.
DCT(barn, ratio=(4,2,0), block=64)
A quantização afeta desproporcionalmente os coeficientes DC e AC de cada bloco da DCT, pois o canto superior esquerdo de cada bloco contém a informação mais importante para a reconstrução de uma imagem com detalhe e qualidade relativa - o coeficiente DC e os primeiros coeficientes AC. A esta discriminação dá-se o nome de quantização adaptativa.
A quantização consiste na divisão dos blocos da DCT por uma matriz, seguida de um arredondamento que inevitavelmente leva a destruição de dados de forma irrecuperável.
À medida que se reduz o fator de qualidade, os coeficientes resultantes ficam cada vez menores, como resultado do aumento dos valores da matriz de quantização. Isto leva a uma maior destrutividade de dados, e por conseguinte, perda de qualidade, que por outro lado, leva uma maior taxa de compressão final.
A imagem fica com áreas crescentes de coeficientes baixos, visível nas imagens abaixo pelas áreas negras cada vez maiores, que permite a representação destas com um número decrescente de bits.
Comparando com os resultados da DCT, e como consequência do referido acima, a quantização introduz um correlacionamento entre coeficientes adjacentes, o qual é potenciado posteriormente pela codificação diferencial, ainda apresentada neste trabalho, e por métodos de compressão como Huffman ou RLE, os quais estão fora do escopo deste projeto.
Fator de qualidade: 100
quantization(barn, qf=100)
Fator de qualidade: 75
quantization(barn, qf=75)
Fator de qualidade: 50
quantization(barn, qf=50)
Fator de qualidade: 25
quantization(barn, qf=25)
Fator de qualidade: 10
quantization(barn, qf=10)
A codificação DPCM aplicada é uma codificação diferencial básica sobre os coeficientes DC da DCT, em que o coeficiente $c_i$ é codificado como a diferença entre este e o anterior: $d_i = c_i - c_{i-1}$.
Em imagens com transições suaves, estes valores são semelhantes - existe uma correlação elevada entre coeficientes adjacentes - pelo que as diferenças serão pequenas. Esta propriedade permite um estreitamento da gama de valores e uma menor variância destes, o que abre as portas para métodos de compressão entrópica.
Abaixo apresentamos a imagem antes e depois da codficação DPCM. É possível observer zonas do céu que ficam praticamente a negro, especialmente nos canais Cb e CR, e uma redução notável, ainda que menor, do valor de alguns coeficientes no centro dos canais.
DPCM(barn, ratio=(4,2,0), qf=75)
Para todas as imagens observadas e com o decréscimo do fator de qualidade, os valores do Mean Square Error (MSE), e por conseguinte os valores da Root Mean Square Error (RMSE), aumentam, enquanto que o Signal-to-Noise Ratio (SNR) e o Peak Noise-to-Signal Ratio (PNSR) diminui - alterações indicativas de uma compressão destrutiva, tal como esperado.
No geral, com a diminiuição do fator de qualidade, as imagens do erro na reconstrução do canal $Y$ ficam mais intensas - o erro aumenta. Este erro tende a ser mais pronunciado nas zonas de transição abruptas, espalhando-se mais pela imagem com a redução da qualidade.
As imagens com gradientes suaves perdem resolução a partir do fator de qualidade 50, sendo visível linhas de transição nestas.
Embora as métricas indiquem maior erro e ruído na reconstrução entre os fatores de qualidade 75 e 50, a imagem do erro no canal Y perde intensidade, o que nos indica que a compressão obtida deverá ter afetado mais os canais cromáticos.
Podemos ainda observar a partir da qualidade 50 o aparecimento de divisões de píxeis pretos e brancos formando linhas no céu na imagem do erro. Na imagen comprimida, estas linhas surgem nas transições anteriormente suaves do céu.
verboseMetrics(barn, qf=100, ratio=(4,2,0))
MSE: 20.550 RMSE: 4.533 SNR: 34.058 dB PSNR: 35.003 dB
verboseMetrics(barn, qf=75, ratio=(4,2,0))
MSE: 171.586 RMSE: 13.099 SNR: 24.841 dB PSNR: 25.786 dB
verboseMetrics(barn, qf=50, ratio=(4,2,0))
MSE: 282.302 RMSE: 16.802 SNR: 22.679 dB PSNR: 23.624 dB
verboseMetrics(barn, qf=25, ratio=(4,2,0))
MSE: 422.080 RMSE: 20.545 SNR: 20.932 dB PSNR: 21.877 dB
verboseMetrics(barn, qf=10, ratio=(4,2,0))
MSE: 740.352 RMSE: 27.209 SNR: 18.492 dB PSNR: 19.436 dB
Aqui, a imagem de diferenças entre os fatores de qualidade 75 e 50 ganham intensidade - existe uma maior diferença (absoluta) entre o canal $Y$ da imagem original e reconstruída. No entanto, parece que o erro baixa nos contornos dos pimentos no fator de qualidade 25, mas volta a subir com fator de qualidade 10, apresentando valores não negligenciáveis no canal inteiro.
verboseMetrics(peppers, qf=100, ratio=(4,2,0))
MSE: 12.649 RMSE: 3.557 SNR: 33.905 dB PSNR: 37.110 dB
verboseMetrics(peppers, qf=75, ratio=(4,2,0))
MSE: 70.840 RMSE: 8.417 SNR: 26.423 dB PSNR: 29.628 dB
verboseMetrics(peppers, qf=50, ratio=(4,2,0))
MSE: 106.063 RMSE: 10.299 SNR: 24.670 dB PSNR: 27.875 dB
verboseMetrics(peppers, qf=25, ratio=(4,2,0))
MSE: 162.495 RMSE: 12.747 SNR: 22.818 dB PSNR: 26.022 dB
verboseMetrics(peppers, qf=10, ratio=(4,2,0))
MSE: 341.954 RMSE: 18.492 SNR: 19.586 dB PSNR: 22.791 dB
Nesta imagem, o contorno visível na imagem de diferenças corresponde exatamente aos contornos do logótipo, pois são zonas de transição não suave de cores.
Os erros visíveis começam por ser um contorno leve mas grosso, que com a progressão do fator de qualidade vai ficando mais denso e mais restrito ao contorno real da imagem.
A partir do fator de qualidade 75, pode-se observar frequências fantasma (aliasing) no contorno da parte azul do logótipo, as quais ficam mais pronunciadas com o decréscimo do fator de qualidade.
A natureza da imagem - sem transições suaves, linhas muito bem definidas - resulta num mau desempenho do codec, devendo ser considerado um formato de imagem vetorial, como o SVG.
verboseMetrics(logo, qf=100, ratio=(4,2,0))
MSE: 9.283 RMSE: 3.047 SNR: 41.655 dB PSNR: 38.454 dB
verboseMetrics(logo, qf=75, ratio=(4,2,0))
MSE: 33.079 RMSE: 5.751 SNR: 36.137 dB PSNR: 32.935 dB
verboseMetrics(logo, qf=50, ratio=(4,2,0))
MSE: 55.404 RMSE: 7.443 SNR: 33.897 dB PSNR: 30.695 dB
verboseMetrics(logo, qf=25, ratio=(4,2,0))
MSE: 84.155 RMSE: 9.174 SNR: 32.081 dB PSNR: 28.880 dB
verboseMetrics(logo, qf=10, ratio=(4,2,0))
MSE: 182.662 RMSE: 13.515 SNR: 28.716 dB PSNR: 25.514 dB